Não foi tarefa fácil escolher os melhores games de 2017.

Em um ano tão repleto de produções de alto calibre, com direito a console novo da Nintendo e a gigante japonesa em sua melhor forma, em um punhado de surpresas extremamente inesperadas, sobrou talento e originalidade.

Listamos abaixo os oito melhores games da temporada selecionados pelo The Enemy, com direito a um grande campeão, e convidamos você a dizer nos comentários quais foram seus jogos favoritos neste ano.

Cuphead

Com estilo artístico que remete aos desenhos animados do início do século passado e um capricho raramente visto, Cuphead foi um dos primeiros grandes títulos anunciados para o Xbox One e chegou cumprindo todas as promessas.

De quebra, apresentou um alto grau de desafio como pouco se vê em produções 2D para os consoles atuais. Certamente vai fazer escola e inspirar mais títulos no futuro próximo.

Horizon: Zero Dawn

A produção original do estúdio Guerrilla fez muito barulho quando apareceu pela primeira vez na E3 2015 e o produto final justificou toda a expectativa: Horizon apresenta um distante futuro pós-apocalíptico, selvagem e ao mesmo tempo cheio de tecnologia avançada.

O imenso e envolvente mundo foi apenas um dos pontos altos desta aventura, que apresentou a cativante heroína Aloy e misturou elementos de sucesso de muitas outras franquias para criar algo único e original, com muita exploração e combates intensos, cheios de estratégia.

Injustice 2

Os jogos de luta voltaram com tudo nos últimos e a produtora NetherRealm, de Mortal Kombat, continua liderando o bando em termos de inovação.

Enquanto o primeiro Injustice apresentou uma excelente história com heróis da DC e um embate entre Batman e Superman com lutas ao estilo MK, a continuação foi muito além ao introduzir ainda mais personagens na trama e equipamentos personalizáveis.

O sistema permite combates ainda mais imprevisíveis e introduz um elemento de colecionismo raramente visto em títulos do gênero. Somados a tudo isso, gráficos espetaculares e muito, mas muito fan service mesmo.

Persona 5

Durante muitos anos a série Persona foi aclamada dentre os RPGs japoneses, mas também considerada como um título de nicho que dificilmente alcançaria a magnitude ou impacto de um Final Fantasy, por exemplo.

Pois foi justamente isso que aconteceu neste quinto episódio. Enredo absolutamente empolgante, batalhas empolgantes e uma direção artística fenomenal se encontraram, culminando no ponto de maturidade máxima da fórmula da série da Atlus.

Seja lá o que o futuro reservar para Persona, pode ter certeza que muito mais gente vai prestar atenção a partir deste ano.

PlayerUnknown's Battlegrounds

Um fenômeno completamente inesperado. Até mesmo pela idealizador da parada, o irlandês Brendan Greene, que morou durante um tempo aqui no Brasil, na cidade de Varginha.

Engenhosa modificação de Arma II, o título pega emprestado o conceito de Battle Royale, popular em obras japonesas, e o transcreve para um jogo com cem competidores e uma arena que encolhe e força o conflito entre sobreviventes até sobrar apenas uma pessoa.

Tenso e bem executado, o jogo brilhou mesmo antes de ficar pronto, nas versões de acesso antecipado, e fez bastante barulho também quando chegou ao Xbox One.

Super Mario Odyssey

Que tal entrar em um imenso parque de diversões e não ter hora pra sair de lá? Esta é a impressão que fica ao jogar Super Mario Odyssey, uma aventura tridimensional do mascote da Nintendo como há muito tempo não se via.

Herdeiro do legado de Super Mario 64, Odyssey não cansa de surpreender o jogador com mundos coloridos e variados, cheios de atrações para interagir - e um Mario extremamente impressivo, bem ao estilo desenho animado.

Wolfenstein II: The New Colossus

Verdade seja dita, os episódios mais recentes de Wolfenstein eram jogos de tiro muito bem feitos e nada mais.

Uma continuação era bem vinda, mas poucos imaginariam que ela ofereceria uma história completamente maluca e surpreendente, ambientada em uma versão dos Estados Unidos dominada por nazistas.

As reviravoltas são tamanhas - e embaladas por tiroteios tão divertidos - que fica difícil não pensar em The New Colossus como um dos melhores games deste ano.

CAMPEÃO: The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Caso alguém ainda duvide do sucesso arrasador do Switch, é só olhar para Legend of Zelda: Breath of the Wild.

A nova aventura de Link demorou bastante para chegar, mas veio e subverteu quase todas as convenções estabelecidas sobre jogos de aventura em mundo aberto. Mais focado na exploração do que exatamente na obrigação de completar missões, Breath of the Wild deu vida a narrativas emergentes de um jeito nunca antes visto com tamanha qualidade nos videogames.

Ah, e vamos somar a isso o capricho incomparável da Nintendo e a possibilidade de levar o game para qualquer canto (uma vantagem tremenda em relação à versão de Wii U), fatores que dão a coroa de Jogo do Ano de forma incontestável a Link e Zelda.

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