Problema crônico nos Estados Unidos, tiroteios em escolas poderão ser combatidos no país através do uso de realidade virtual.

Parte da iniciativa EDGE, o projeto financiado pelo Exército dos Estados Unidos e pelo Departamento de Segurança Interno tem como objetivo preparar profissionais para situações críticas na vida real, usando um simulador que coloca o jogador no papel de diferentes adultos durante um tiroteio em uma escola.

A ideia é que o simulador seja utilizado para treinar policiais, bombeiros e professores para a reação durante esse tipo de incidente, minimizando riscos para os estudantes e profissionais envolvidos.

Reprodução/Cole Engineering Services

"Quanto mais experiência você tem, melhores são suas chances de sobrevivência", afirmou Tamara Griffith, engenheira-chefe da iniciativa, em entrevista ao Gizmodo. "Professores não se colocam em uma posição em que esperam ter balas voando ao seu redor. Infelizmente, é algo que está se tornando uma realidade. Então queremos dar uma chance para que eles entendam quais opções estão disponíveis em uma situação assim".

Para construir a simulação, os desenvolvedores ouviram os áudios de socorristas que responderam aos tiroteios de Sandy Hook e Virgina Tech, incorporando elementos dos episódios ao jogo. Entre as práticas ensinadas, está a construção de barreiras para isolar o atirador e o costume de sempre trancar portas ao se locomover pelo ambiente.

Com investimento de US$ 5,6 milhões, o simulador em realidade virtual já está sendo usado por bombeiros e polícias, mas deve chegar ainda este ano para profissionais da educação. O simulador não será lançado para o público geral.