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2015 está se mostrando um bom ano para quem gosta de ser desafiado em jogos. Graças a Hotline Miami 2: Wrong Number e mais recentemente, Bloodborne, o mercado de distribuição de mortes dolorosas em ambientes digitais está mais vivo do que nunca.

Esta semana, donos de PlayStation 4, PlayStation Vita, Mac e PC receberam mais uma adição a este catálogo letal: Titan Souls, desenvolvido pela indie ACIDNERVE e publicado pela Devolver Digital, mesma de Hotline Miami 2. Levando em consideração o nome, e o fato dele ser difícil, a maioria das pessoas vai imediatamente imaginar que ele é uma versão 8-bit de Dark Souls, mas não é bem o caso. Existem indies que seguem a fórmula dos jogos da From Software, mas aqui a comparação mais precisa seria com Shadow of The Colossus.

Assim como no clássico de PlayStation 2 da Team ICO, Titan Souls gira em torno de uma série de boss fights. Não há inimigos entre elas, e você é apenas um guerreiro pequenino com armamento básico, neste caso um arco com apenas uma flecha. Você pode atraí-la de volta, mas ainda é apenas um tiro por vez, então nada de spammar flechas pra todo lado. Até então não sei muito da história, mas a estrutura é simples. Há diversas salas no mapa, e cada uma delas é casa de um inimigo gigante, capaz de te matar com apenas um hit, e a ACIDNERVE não se preocupa em te explicar como derrotar cada um deles.

Assim como em Shadow, as lutas de Titan Souls são quebra-cabeças que você deve solucionar se quiser derrotar o chefão a sua frente. Talvez seja necessário usar o cenário, talvez (muito provavelmente) ele tenha um ponto fraco, e é inteiramente possível que no meio da batalha ele se transforme e adote outro comportamento. Em diversas ocasiões, eu morri segundos depois de iniciar o combate, ou morri assim que o inimigo alterou seu padrão de ataque. Titan Souls requer de você uma mentalidade “tentativa e erro”, é necessário morrer para aprender o que fazer em seguida.

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O problema é que ao contrário de jogos como Hotline Miami ou o próprio Bloodborne, esse aprendizado não tem pernas longas. Você pode aprender como derrotar um inimigo, mas isso não te diz nada sobre o próximo. Não há novas táticas ensinadas, e nem power-ups. Como resultado, uma vitória no Titan Souls não é tão recompensadora quanto devia, especialmente levando em conta o quão frustrante algumas batalhas são.

Titan Souls não satisfaz tanto quanto devia, mas ainda é um pacote interessante para quem curte a fórmula de chefão após chefão, quer um bom desafio e adora apreciar uma bela pixel art acompanhada de uma ótima trilha sônora. Ele não é Shadow of The Colossus, nem Bloodborne, mas é mais uma adição ao crescente catálogo de bons indies lançados em 2015.

*Na seção Programa de Indie, os redatores do Omelete indicam jogos criados por produtoras independentes. Deixe a sua opinião e compartilhe outros games nos comentários!