Com a explosão do cenário competitivo global dos eSports, a HyperX, empresa da Kingston conhecida por sua presença no setor de memória, decidiu há três anos dar alguns passos no mercado de acessórios para gamers com o lançamento de seus primeiros headsets. 

Demorou algum tempo, mas a finalmente a empresa tem uma linha completa de periféricos para oferecer ao público: além dos headsets, o já apresentado teclado Alloy FPS e, agora, o mouse Pulsefire FPS, anunciado pela primeira vez durante a CES 2017 e lançado na semana passada no Brasil.

Com preço de R$ 349,90, o mouse – como sugere o nome, é claro – é voltado para jogos de tiro em primeira pessoa e busca ser uma alternativa viável tanto para profissionais de eSports quanto para amadores com aspirações competitivas. 

O dispositivo traz apenas 95 gramas e promete uma durabilidade de até 20 milhões de cliques em cada botão. O sensor é um PixArt 3310 e os seis botões presentes trazem tecnologia de switches Omron.

Semelhante a alguns modelos concorrentes, o principal destaque fica por conta de um botão na parte de cima do mouse, que permite a escolha de quatro resoluções pré-definidas de sensibilidade – 400, 800, 1600 e 3200 DPis – e facilita a configuração do mouse: basta plugar e começar a jogar.“Nós recebemos um feedback positivo de gamers de você não precisar estar conectado, baixar softwares. Foi um bônus que nós não consideramos, mas ajudou a vender alguns mouses a mais”, contou Marcus Hermman, gerente global de negócios da HyperX, em entrevista ao The Enemy. 

Ainda assim, vale destacar: para quem é mais exigente com as configurações e ajustes finos de mouse, o Pulsefire FPS não traz qualquer software dedicado, então jogadores precisarão se contentar com os presets de fábrica do modelo.

Pulsefire-FPS

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Para onde vai a HyperX agora? 

Pela primeira vez com uma linha completa de periféricos em mãos, a pergunta que fica para a HyperX é para onde levar o negócio de acessórios gamers a partir de agora – afinal, apesar de múltiplas opções de headsets, jogadores ainda têm basicamente uma única escolha de mouse e teclado caso queiram optar pelo set completo da companhia. 

Segundo Hermman, a estratégia da empresa não deverá se basear em diferentes categorias de produtos, mas sim no lançamento de linhas focadas em atender públicos específicos. “Nós não queremos olhar para nossos produtos como bom versus ruim; uma categoria de entrada, intermediária ou premium", explicou. "Nós pensamos mais como 'qual o propósito que ele tem?'”.

Esse foi o raciocínio por trás da primeira linha de produtos: o Alloy FPS, por exemplo, tem estrutura estreita para dar mais agilidade para jogadores de games de tiro em primeira pessoa; no caso do Pulsefire, a escolha do sensor levou em consideração um modelo que é utilizado por mais de 80% dos jogadores de FPS. 

O executivo antecipa que o próximo lançamento no setor de mouses, por exemplo, já deverá trazer um sensor diferente do Pulsefire, além de ser um dispositivo RGB, com possibilidade de customização de cores  – uma funcionalidade que pode ser supérfula para muitos, mas atende às demandas de um publico gamer bem específico e entusiasta de gadgets coloridos. Outro exemplo da diversificação de produtos que a empresa deverá promover veio da Computex 2017, onda a HyperX revelou também o novo Alloy FPS Pro, bem semelhante ao modelo anterior, mas ainda mais reduzido e sem o teclado numérico à direita. “No final das contas, a forma como você caracteriza o produto, não faz diferença. Os jogadores vão olhar para as funções e, então, decidir se querem comprar”, afirmou.