Os poloneses da CD Projekt Red vem se firmando como um dos melhores estúdios da atualidade. Boa parte desse sucesso, talento e competência dos profissionais envolvidos em seus projetos a parte, vem graças ao carinho com o qual eles encaram os fãs, levando seu feedback em consideração e sempre tratando seus produtos com carinho e esmero para melhor satisfazer o consumidor. E foi tendo uma avalanche de opiniões em mente que a equipe conseguiu melhorar o já excelente The Witcher 3: Wild Hunt com a sua primeira expansão: “Hearts of Stone”.

Colocando o jogador novamente na pele do bruxo Geralt, "Hearts of Stone" acrescenta cerca de 10 horas de gameplay ao já gigante título, com uma nova campanha principal, quests secundárias, personagens vistos anteriormente no próprio game ou conhecidos por aqueles que já desbravaram os livros do autor Andrzej Sapkowski. Entre eles estão o misterioso Man of Glass e o imortal Olgierd von Everec, homens envolvidos em um conflito pessoal que envolverá o matador de monstros em uma rede de traições, missões impossíveis e encontros inesperados.

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Man of Glass, um dos personagens da expansão

Os poloneses provam com "Hearts of Stone" que o incrível roteiro do game principal não foi mero acaso ou um acerto no escuro. A maneira como a narrativa da expansão se desenrola coloca inveja em muitos jogos “completos”, sempre atraindo o jogador com seus mistérios e não facilitando a tarefa de largar o controle. Os personagens são cativantes e as missões entregam complicados desafios - como enfrentar um gigante sapo monstruoso - e por vezes esbanjam criatividade. Não se surpreenda se você precisar aproveitar uma festa de casamento cheia de bebidas e música ou ter que lidar com um fantasma tagarela em seu corpo. E é claro, uma nova opção de romance está a disposição do jogador e o caminho para conseguir o feito é um dos mais divertidos já feitos na franquia.

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O que mais impressiona na primeira das duas expansões de The Witcher 3 é a maneira como ela não oferece momentos fúteis ou cheios de ação para enrolar ou se gabar de sua duração. Cada pedacinho parece bem encaixado no enredo principal e cada linha de diálogo acrescenta profundidade não só à história mas também aos seu vasto elenco de personagens. A profundidade só vai aumentando a medida que o jogador começa a notar as consequências de suas ações, resultando em diferentes finais para a nova jornada de Geralt.

Não seria justo apenas mencionar os trunfos narrativos de Hearts of Stone, já que em termos de mecânicas e jogabilidades a expansão também é bem sucedida. A mais marcante das novidades é o sistema de Runestones, capaz de alterar significantemente o gameplay. Ao adicionar uma às suas armas ou armaduras, novos atributos são liberados, porém um slot do equipamento é perdido, ou seja, é necessário muito cuidado antes de decidir quais modificações fazer.

Festa de Casamento é destaque de Hearts of Stone

As missões disponíveis em "Hearts of Stone" são recomendadas apenas para os jogadores que já ultrapassaram o nível 30, visto que muitos dos acontecimentos da campanha principal de Wild Hunt são levados em consideração na expansão. Os inimigos, antigos e novos, também são desafios reservados apenas para aqueles bem preparados e com muitas horas gastas no game. Ou também para os aventureiros malucos que não encaram como problema enfrentar por 40 minutos o chefe inicial da expansão. Para esses, boa sorte.

Voltada para aqueles jogadores avançados dentro de The Witcher 3, "Hearts of Stone" é o sonho de toda desenvolvedora ou jogador: uma expansão que acrescenta momentos marcantes à uma consagrada franquia, mecânicas novas e melhorias às já existentes e novos personagens cativantes tanto para aqueles recém chegados ao universo criado por Sapkowski como também para aqueles familiarizados com as obras e games anteriores, enriquecidos por um dos melhores pacotes de conteúdo adicional já lançados na indústria dos games.

"Hearts of Stone" está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC. A versão testada foi a de PC.

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Nota do crítico