O ano com certeza trouxe gratas surpresas para todos os fãs de games. O redator que vos escreve, por exemplo, mergulhou de forma muito grata em vários RPGs de qualidade em 2017. Isso, claro, quando ele não estava jogando algum título de eSport para se atualizar das competições que acontecem em todos os cantos do planeta.

De Hyrule a South Park, fazendo aquela passagem básica para restaurar a Luz dos Guardiões: os últimos doze meses reservaram boas aventuras para quem queria simplesmente se desligar e curtir um bom game.

Então, estes foram os escolhidos que me acompanharam muito bem por esse período.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Zelda nunca foi o tipo de franquia que me chamou a atenção pelo seu estilo de jogo, mas muito mais pelo lado místico do universo de Hyrule. Isso me permitiu poucos encontros com a série nos últimos anos visto que tive muitos outros games em mente. O novo jogo, no entanto, me acertou em cheio desde os primeiros minutos como quando uma bola de futebol bate do nada na sua cara.

E o impacto foi enorme em muitos níveis diferentes. Os controles costuram possibilidades incríveis junto do gameplay, criando desafios dinâmicos e incríveis principalmente dentro das “shrines”.

Na imersão, o mundo sempre traz algo novo para você fazer mesmo que ele não esteja diretamente ligado ao seu objetivo final. A ausência do RPG clássico, com pontos de experiência e níveis, nem me incomodou mesmo sendo um fã apaixonado por Final Fantasy — até porque, durante a jornada, você sente que tudo o que faz torna Link mais preparado para os próximos desafios.

Breath of the Wild é um jogo gostoso para qualquer momento. Você se sente bem por jogar mesmo que seja por 10 minutos. Cada fragmento da aventura vale a pena e é coberto de diversão e beleza; uma capacidade muito rara para qualquer jogo hoje em dia.

South Park: A Fenda que Abunda Força

Outra grata surpresa neste ano foi o novo título de South Park nos videogames. Isso porque, como explico na minha análise aqui mesmo no The Enemy, a sequência misturou de forma muito agradável o RPG tático com uma aventura que incentiva a exploração. Tudo isso ao ponto do humor ácido que só mesmo Cartman e seus amigos poderiam trazer.

Este foi daqueles jogos que me prendeu do começo ao fim. Há várias atividades extras que te incentivam a sair fora da história principal e ganhar valiosos pontos de experiência. Mais do que trazer uma preparação para os desafios a frente, eles eram divertidos de realizar — seja literalmente cagando em todas as privadas de South Park ou mesmo colecionando seguidores na versão alternada do Instagram.

Recomendado para fãs de South Park como para os de RPG. E também pra quem não tem nenhum problema com boas doses de xingamentos e humor ácido.

Injustice 2

Todo título novo da Netherrealm é quase que uma jogatina obrigatória para mim, e Injustice 2 não foi diferente. Passei por boas horas de lutas neste ano descobrindo a história, novos combos e tentando me aprimorar no aspecto competitivo — algo que não consegui mergulhar a fundo a ponto de competir nos campeonatos, infelizmente.

Como um todo, Injustice 2 é muito agradável e continua a filosofia excelente da Netherrealm em se expandir além do clássico jogo de luta. Há uma história aprofundada e com trama digna de quadrinhos. Há um modo de multiverso que incentiva superar desafios diferentes.

Além de tudo, o aspecto RPG combina muito bem com o game, incentivando a customização e até mesmo o aprimoramento dos personagens. Explorar todo o universo além das batalhas é algo que eu sinto falta, por exemplo, em Street Fighter V.

Ponto para a Netherrealm.

Destiny 2

O primeiro Destiny me rendeu muitas horas de exploração espacial — nem que fosse sozinho mesmo, atirando em um bando de cabais só para desestressar. Me senti surpreso que, com Destiny 2, havia mais razões e possibilidades de detonar com os brutamontes e demais aliens do espaço.

E muitas coisas se aprimoraram para deixar a sequência mais bela. Para começar, a história foi bem mais impactante, criando um motivo dentro da sua alma para combater os adversários.

Além disso, o jogo traz recompensas mais constantes e menos repetições na hora de evoluir o seu personagem. Isso me fez gostar ainda mais de explorar e realizar as tarefas espalhadas pelo mundo do que entrar em uma Incursão ou mesmo um Assalto. E olha que esses eram meus modos preferidos no primeiro jogo.

Minha única ressalva é que, por mais que adicionem mais e mais expansões, Destiny 2 tem o mesmo problema do primeiro: uma hora ele cansa e fica em um “grinding” repetitivo de missões e equipamentos. Talvez existam jogadores feitos para isso, mas não é como eu planejo passar todos os meus sábados.

Persona 5

A surpresa do final do ano ficou com Persona 5. Embora já tenha passado boas horas de jogatina, a música, a temática e o aspecto mais furtivo desenvolvido pelo jogo criam um ambiente que não enjoa pela dinâmica entre o mundo real e o RPG clássico.

Persona sempre misturou isso bem, mas esse jogo em específico se expandiu em elementos mais desafiadores. O planejamento é crucial para aproveitar bem tudo a sua disposição, seja o tempo, os itens ou a saúde dos personagens.

Meu único problema com Persona é que sou mais lento que os demais jogadores para continuar a aventura e isso acaba fragmentando a aventura em vários e vários dias. Mas nada tira o brilhantismo do jogo e a satisfação de finalmente conseguir lidar com um problema no mundo real — nem que você tenha que espancar dúzias e mais dúzias de monstros bizarros para isso.

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