A fila na E3 que se formou ao redor do estande da Nintendo para experimentar o Wii não era pequena. Mas desde a conferência para imprensa, realizada dois dias antes, todos ali sabiam que a espera valeria a pena.

Testar The Legend of Zelda: Twilight Princess, jogo que sai simultaneamente para GameCube e Wii no final do ano, era um dos motivos da ansiedade. Novamente, dois dias antes um vídeo já mostrara Link usando a espada e atirando flechas com os controles em forma de nunchaku (o controle da esquerda segurava o arco e o da direita puxava a flecha). A equipe do GameSpot entrou na fila para provar essa interação por si mesma.

A versão demo do jogo se ambienta no mesmo cânion poeirento exibido no trailer. Plataformas várias, salas com tesouros escondidos, alguma lava e inimigos a distância são constantes. O pequeno direcional analógico no controle esquerdo serve para mover Link. Uma sombra o acompanha, dando dicas pra os iniciantes. Apertando o botão Z, surge um boneco para se praticar golpes. As espadadas com o controle direito, em especial o spinning slash attack clássico do personagem, exigem certo esforço físico. Segundo o site, demora um pouco para se acostumar.

Sobre o citado movimento do arco-e-flecha - necessário numa tela adiante, em que todos os inimigos estão numa plataforma inalcançável acima de Link - abertamente intuitivo e bastante delicado foram os termos usados para descrever o processo de mirar e atirar. De novo, demora um pouco para começar a acertar o alvo. O bumerangue, outra arma conhecida dos fãs, segue esquema similar. Na segunda parte da demonstração, Link entra num jogo de pescaria. Daí a sensação já natural de mover os controles no ar se mistura com o aspecto meio circense de fingir que se roda uma vara com linha no ar.

Ao fim, o GameSpot constata que, apesar da jogabilidade inusual, o jogo é bastante similar à tridimensionalidade de Ocarina of Time e The Wind Waker, os dois títulos anteriores da série. Seu acabamento visual ainda parece com um título do ápice do GameCube, não com um produto da nova geração tecnológica. O que importa, porém, é a interação com os controles - e no teste eles parecem ter agradado.

Assista ao vídeo

Leia mais sobre Zelda