O controle

O controle acoplado ao
nunchaku

Nintendo Revolution

Desde que anunciou para 2006 o lançamento do Revolution, seu console da próxima geração, a Nintendo faz grande mistério a respeito do controle. Queremos algo que vá além de sentar em frente à TV com um joystick, disse em julho Shigeru Miyamoto, criador de Mario Bros. A cada novo pronunciamento, o segredo só aumentava. Mas chegou a megaconvenção Tokyo Game Show e a empresa não se segurou: mostrou pra todo mundo o controle que ainda não está pronto.

Pelo protótipo, entretanto, já dá pra ter uma boa idéia do seu funcionamento. Parece um controle-remoto de televisão: direcional em cruz logo abaixo do liga-desliga, botão A na frente e B no verso, dois a e b menores na frente, mais select, start e home. Até aí, normal. Mas por uma propaganda que a Nintendo já circula - com vários grupos diante da TV, entre eles um jovem tocando bateria no ar e um senhor puxando o controle como se estivesse fisgando um peixe - o grande lance será a atividade física.

O controle vem com um sensor na ponta que reconhece movimentos no ar. Um jogo de samurai, por exemplo, não se limitará ao aperto de botões, mas exigirá golpes de espada no meio da sala. Isso já é recorrente nos fliperamas, mas a Nintendo aposta que a tendência virá para dentro de casa - interação elementar voltada para a família toda e para quem não é viciado no abecedário de botões dos joysticks de hoje.

Durante o anúncio em Tóquio, o presidente da Nintendo, Satoru Iwata, disse ao Cinescape.com que a sensação é natural e real - tão logo os jogadores sintam o controle, suas mentes girarão com as possibilidades de transformação dos jogos como os conhecemos hoje. Iwata aposta na futurologia, mas se precavê. Além de incluir o direcional e os botões, o controle vem com uma entrada na parte de trás para acomodar outros periféricos. Um deles foi igualmente exibido na TGS: um controle com apenas um manche, que acoplado ao primeiro controle forma uma espécie de nunchaku.

Na sua análise, o GameSpot arrisca também que essa entrada para periféricos poderá acomodar os controles antigos do GameCube - opção para quem não abre mão da tradição. O fato do Revolution ser compatível com todos os jogos da Nintendo, desde o vovô Super Nes até o GameCube, deixa claro que a companhia pensa no futuro mas não fecha a porta ao passado.

Até o ano que vem ainda será possível conhecer novas potencialidades do Revolution.

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