Concorrência sempre é bom para o consumidor. A briga pelo mercado leva as marcas a evoluírem, ou ao menos tentar isso. Mas a concorrência no mundo dos jogos de basquete ainda está longe de ser preocupante para a 2K.

NBA Live 15 é a clara prova de que a EA Sports, tão bem sucedida em outras séries esportivas, não consegue se encontrar quando o assunto é a bola laranja, por mais que tenha feito uma pausa na franquia tempos atrás.

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Simples, mas temperamental

Como tem um rival de peso (NBA 2K15), a comparação é inevitável e chega a parecer injusta. NBA Live segue uma linha mais "arcade", com controles com funções parecidas com as da série FIFA, com o botão de passe, de chute/arremesso e até mesmo o cruzamento funciona para uma “ponte aérea” se você tiver algum grandalhão perto da tabela. E destaque para um botão que chama um companheiro de quadra para fazer um pick and roll, que facilita bastante.

Nada disso é mistério, pois o jogo começa com um tutorial longo e comandado por Damian Lillard, do Portland Trail Blazers e garoto da capa, que não tem um tom de voz empolgante para quem está louco para começar a jogar e deve completar cada lição sem errar uma etapa sequer para não ter que repetir tudo.

A mecânica do arremesso é menos intuitiva e baseada em soltar o botão de disparo na hora certa, mas o tempo é praticamente o mesmo para todos os jogadores e não leva em conta a mecânica de arremesso de cada um.

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Na hora de arremessar, diversos fatores devem ser levados em consideração também. Abaixo do jogador existe um círculo com a stamina, que também vai apresentar barras coloridas (verde, amarela ou vermelha) e surgem para mostrar qual a chance do chute ser bem sucedido daquele local e com aquela marcação. Além disso, todo arremesso recebe uma avaliação, indicando se faltou segurar o botão um tempo a mais, ou lançar antes.

Além de complicado (principalmente para daltônicos) o mecanismo é falho e irritante. Não será surpresa acertar um arremesso no pior dos cenários e errar aquela bola que parecia óbvia. Por isso mesmo o jogo irrita em diversos momentos, pois a impressão é de que o acerto ou erro depende da vontade da máquina e não sua.

Muito trabalho pela frente

Também utilizando a Ignite, NBA Live 15 traz belos gráficos com detalhes nos jogadores, no suor e nos reflexos da quadra. A ambientação é toda da transmissão da ESPN, com Mike Breen, Jeff Van Gundy e Jalen Rose que comanda o intervalo e o pós-jogo bem interessante, com a “side-bar” de assuntos que você escolhe. O replay é sempre opcional, mas seria interessante se fosse automático em alguns lances realmente bonitos.

Se a apresentação não deve muito, o jogo em si peca em quase todos os quesitos. A movimentação dos jogadores em quadra não parece natural e os controles não respondem como deveriam, dificultando muito na hora de criar uma jogada ou armar a defesa.

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Os modos também não apresentam grandes alterações da edição passada com as opções de tentar criar uma carreira como jogador na liga, comandar uma franquia como manager, o tradicional jogo de cartas do Ultimate Team e também o modo “Big Moments”, em que você revive alguns momentos incríveis da vida real, mas que no jogo ficam um pouco sem graça, já que não há a festa emocionada após a conquista.

NBA Live 15 parece ser exatamente isso, um grande momento que ficou para trás e é difícil de ser recriado. Talvez uma nova pausa, mais alguns anos fora do mercado, ajude. O certo é que a franquia da 2K tem caminho livre em seu reinado por mais uma temporada pelo menos.

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Nota do crítico