A controversa série de jogos Grand Theft Auto, na qual o jogador tem que roubar carros, espancar inocentes e cometer outros crimes para se dar bem, é um sucesso de público. O problema é que pais, políticos, advogados e entidades civis abominam o jogo. Agora até as prostitutas decidiram reclamar.

Em seu site oficial, o Sex Workers Outreach Project USA, dedicado a garantir a segurança e a saúde das profissionais da categoria (em algumas cidades dos EUA o meretrício é legalizado), acusa especificamente Grand Theft Auto: San Andreas de incentivar jogadores a cometer estupro e assassinato de prostitutas. A página pede que os pais ajudem a banir das prateleiras o título da Take Two Interactive.

O SWOP cita um estudo de 2001 sobre comportamento infantil para defender sua posição. Segundo David Walsh, do National Institute on Media and the Family, crianças são mais suscetíveis a imitar o personagem com quem eles se identificam. No caso, assumir o papel de um violento atirador ou fora-de-lei diante da televisão ou do PC não é a melhor educação, opina.

Embora o SWOP se diga contrário a qualquer forma de censura, o órgão visa informar outros pais sobre o perigo potencial de expor crianças à violência extrema dos jogos. Em GTA, o jogador pode solicitar os serviços de uma prostituta ao dirigir o carro vagarosamente junto a ela. Não há ato sexual explícito, apenas a saúde do jogador aumenta e seu dinheiro diminui. Nessa transação não há meios de agredir ou violentar a mulher - mas como o jogador em outras oportunidades pode avançar contra quem bem quiser e matá-lo, o site das sex workers enxerga aí uma incitação ao estupro e ao homicídio.

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