Michael Baigent, um dos historiadores que acusa Dan Brown de copiar o tema de seu livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada no sucesso O Código Da Vinci, acaba de lançar um novo livro. Continuando suas pesquisas da vida de Cristo, Baigent lançou The Jesus Papers: Exposing the Greatest Cover-Up in History (Os Documentos de Jesus: Revelando o Maior Acobertamento da História).

Assim como em O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, o novo título é anunciado como um livro de não-ficção. A base é o argumento de que tudo que já foi dito sobre as origens do cristianismo é mentira. Depois de ter especulado que Jesus e Madalena casaram e tiveram um filho, embora reconheça que as evidências são circunstanciais, Baigent agora defende a idéia de que Cristo não morreu na cruz. E, ao invés de dizer que alguém tomou o lugar de Cristo, segue outra teoria na qual Jesus foi retirado da cruz e levado para se recuperar. Este seria o motivo de seu túmulo estar vazio na manhã de Páscoa.

A teoria de Baigent alega que grupos judaicos que lutavam contra a ocupação romana consideravam Jesus um traidor, e que Pôncio Pilatos teria tomado providências para assegurar a sobrevivência do condenado. Depois de sua recuperação, Jesus teria viajado para o Egito e mais tarde para a França. A teoria se apóia num documento que atestava que Jesus estava vivo no ano 45 d.C. Este documento foi visto por Alfred Lilley, que falou sobre ele ao Reverendo Douglas Bartlett que, por sua vez, falou dele a Baigent. Infelizmente, Lilley morreu em 1948 e o documento desapareceu, juntamente com outros que o historiador diz estar procurando.

O próprio Baigent diz que não tem provas a oferecer para apoiar suas idéias. Mas ela parece ter sido feita por encomenda para atrair o ódio tanto de especialistas na história do cristianismo como de radicais religiosos. Afinal, se dizer que Jesus e Madalena eram um casal já ofendeu tanta gente, o que vai acontecer com a idéia de que Jesus não morreu não cruz?