[Atenção: Este texto contém spoilers do primeiro episódio]

No nosso review do primeiro episódio de Guardians of the Galaxy: The Telltale Series, eu afirmei que o estúdio precisaria melhorar muito o nível para que o primeiro fruto de sua empreitada com personagens da Marvel não fosse por água abaixo. Infelizmente, “Sob Pressão”, o segundo capítulo do jogo, não faz muitos esforços nesse sentido, continuando a toada insossa com que conta sua história e apresenta seus personagens.

Partindo do gancho deixado ao fim do primeiro episódio, o jogo segue focado na Forja da Eternidade, o misterioso artefato obtido pelos Guardiões após derrotarem Thanos. A vilã Hala continua caçando (sem sucesso) o grupo de heróis para conseguir o objeto, enquanto eles tentam descobrir seus segredos.

De modo geral, os problemas do primeiro episódio permanecem. A trama avança em ritmo lento enquanto vemos o desenrolar expositivo do que é a Forja da Eternidade e por quê os personagens a desejam tanto - não apenas Hala, como também o próprio Peter Quill, que vê no item, capaz de ressuscitar seres vivos, um meio de se reencontrar sua finada mãe.

Segundo capítulo aprofunda os mistérios sobre a Forja da Eternidade

O decorrer trama ainda é permeado por diálogos que não passam de uma pálida imitação do estilo irreverente dos roteiros de James Gunn, em gráficos sofríveis que mais servem para mostrar como o motor gráfico da Telltale está datado do que qualquer outra coisa.

A única menção positiva ao episódio está no desenvolvimento de dois personagens específicos, ligada a uma única escolha. Para obter mais informações sobre a Forja, os Guardiões decidem buscar Nebulosa, uma das poucas pessoas do universo capaz de ler inscrições em kree antigo. Mas Rocket acredita que o artefato pode reviver sua amada, com quem dividiu o cativeiro no laboratório onde foi criado.

Os bons flashbacks ainda são pouco para justificar duas horas de diálogos sem graça e animações faciais horrendas

Você pode escolher entre visitar ao laboratório, ou partir direto para a caça à Nebulosa, descobrindo mais sobre o passado de Rocket ou de Gamora, dependendo da decisão tomada. Em minha partida, decidi acompanhar Rocket e o seu flashback foi, de longe, a melhor parte do episódio, ao dar uma surpreendente profundidade ao desbocado guaxinim.

Ainda assim, é muito pouco para justificar as duas horas de diálogos sem graça e animações faciais horrendas. Ainda faltam três episódios, mas por enquanto o jogo dos Guardiões da Galáxia se prova como um equívoco da Telltale, e um jogo muito abaixo do que o estúdio pode fazer de melhor.

Guardiões da Galáxia Telltale

Drax é um dos melhores (ou piores?) exemplos do fraco visual do jogo

Guardians of the Galaxy: The Telltale Series está disponível para PlayStation 4Xbox One, PC (SteamMicrosoft Store), iOS e Android. O jogo foi testado em um PlayStation 4. Clique no nome das plataformas para conferir o preço na versão digital.

Nota do crítico