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Observação: Como o game foi dividido em quatro partes, a análise do jogo também é dividida, com uma crítica para cada capítulo, em respeito aos embargos da Capcom. Este review será mais focado na trama e em eventuais mecânicas mostradas neste episódio. Para mais detalhes sobre o game, leia as críticas dos episódios anteriores:

Depois de uma introdução com boas doses de tensão, muitas dúvidas e um gancho empolgante o suficiente apenas para continuarmos interessados na história, a Capcom apresenta, no segundo capítulo de Resident Evil Revelations 2, segmentos que justificam a escolha do formato episódico.

Com direito à chamadinha “anteriormente, em Resident Evil…” (que, aliás, toca desnecessariamente toda vez que carregamos o jogo), somos surpreendidos em uma mudança completa de ambiente. Sai de cena a prisão e entra um vilarejo, com sinais de que havia vida no local antes do surto de infectados. Claire e Moira já chegam ao local com outros sobreviventes da TerraSave, também sequestrados e enviados à ilha.

O vilarejo me lembrou de um aspecto do game que passou batido na primeira parte da crítica: os gráficos. Este ponto não é o forte de Revelations 2. Apesar da direção de arte correta e condizente com a atmosfera de terror proposta pela Capcom, as expressões faciais e a movimentação ficam na média. A única coisa que me chamou a atenção é o fato de, na versão de PlayStation 4, a renderização da parte de gameplay é mais bonita do que as cenas em CG, indicando que o game provavelmente foi desenvolvido para os consoles da geração antiga e então adaptado para a nova.

Velhos truques, novos sustos

Boa parte do capítulo se passa no vilarejo, no qual Claire e Moira buscam suprimentos para consertar um helicóptero pousado ali perto, em uma tediosa sequência de busca de itens. Tudo muda, no entanto, quando você encontra tudo o que precisa. O título puxa da manga um truque já usado em Resident Evil 4: lotar a cidade de infectados, para os quais você claramente não tem munição o suficiente, e desafiá-lo a sobreviver por um tempo determinado.

Falta de originalidade à parte, a sequência tem um bom ritmo, com três partes que, a princípio, parecem previsíveis, mas conseguem surpreender no minuto certo - em especial, a que se passa dentro de um bar no centro da vila. Daí, o jogo te convida a explorar outros pedaços do vilarejo, com alguns inimigos ocasionais e uma sequência de ação furtiva completamente quebrada envolvendo três infectados gigantes e dois porcos-zumbis que fazem as vezes dos cachorros neste Resident Evil.

No que diz respeito à história, pouca coisa acontece - novamente, a Capcom nos entretém com diversas sequências de ação e só avança a trama de forma satisfatória próximo ao final do capítulo, começando a entrelaçar as histórias da dupla Claire/Moira com a de Barry/Natalia.

Com a segunda dupla, a história é ainda mais arrastada. A principal novidade da parte deles neste capítulo é a apresentação de um inimigo que somente a garotinha pode ver, em batalhas pensadas para se jogar no modo cooperativo (com uma pessoa indicando e a outra atirando).

Desbravamos Resident Evil Revelations 2 até a metade e, até agora, o saldo continua muito positivo. O segundo capítulo melhora o nível de tensão em bons segmentos de jogo, mas deixa as respostas, novamente, para o próximo episódio - o que, dependendo da quantidade de perguntas, pode ser algo ruim.

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Nota do crítico