"Sabemos que o brasileiro é apaixonado por games", diz Ed Boon, um dos criadores de Mortal Kombat, No país pela primeira vez, o desenvolvedor veio ao país para divulgar o novo jogo da franquia, Mortal Kombat X, na Brasil Game Show 2014. "Vàrios membros da NetherRealm estiveram aqui e adoraram o país. E os nossos jogos vendem cada vez mais aqui. Estou ansioso para conhecer o Brasil", conta.

Em entrevista ao Omelete, Boon fala sobre as novidades do jogo, o que podemos esperar do elenco e do multiplayer, além dos filmes que influenciaram Mortal Kombat e sobre a franquia no cinema e na TV. Leia:

Testamos Mortal Kombat X na E3 2014

Mortal Kombat X tem mais tripas e sangue do que nunca, especialmente em fatalities e golpes de raio X. Porque decidiram seguir esse caminho?

Para obter uma experiência de jogo intensa, visceral. Mortal Kombat sempre teve esse estilo. E os gráficos da nova geração nos dão essa capacidade de entregar algo em um nível acima do jogo anterior.

No último Mortal Kombat, em 2011, vocês voltaram às origens em várias maneiras. Para onde acha que a franquia pode ir?

Com um novo jogo, sempre tentamos introduzir algo que não foi feito antes. Desta vez, por exemplo, cada personagem tem três estilos de luta. Isso nunca foi feito antes. Temos também um novo modo online inédito, e achamos que ele vai causar muito impacto. Além disso, logo de cara temos o melhor gráfico do gênero.

Já que você falou dos estilos de luta: como vocês tiveram essa ideia? Qual foi a inspiração?

Uma das caractersíticas dos jogos de luta é a comparação: "Scorpion é ruim contra Raiden", por exemplo. As pessoas sempre gostam de dizer que um personagem é bom ou ruim contra outro personagem, e isso tem a ver com suas habilidade. Com os estilos de lutam, o Scorpion A pode se dar mal contra o Raiden A, mas o Scorpion C... nem tanto. Queríamos que os personagens tivessem várias versões para equilibrar o elenco.

Essa decisão parece ser voltada para a cena competitiva. Vocês tem intenção de se aproximar desse lado dos jogos de luta?

Claro. Nós sempre quisemos que Mortal Kombat fosse divertido para o maior número de pessoas possível. Sempre foi um jogo para você jogar com seus amigos, tomar uma cerveja, e se for muito complicado, não vai ser divertido. MK sempre foi esse tipo de jogo. Mas também estamos desenvolvendo mecânicas de jogo mais profundas, para os jogadores profissionais, o pessoal que viaja pelo mundo jogando. Queremos agradar ambos os públicos.

E este novo modo multiplayer? O que podemos esperar?

Não divulgamos o nome dele ainda, mas eu explico: nos últimos jogos, tivemos um contra um, e uma sala com seis jogadores chamada King of the Hill. Dessa vez, queremos expandir essa ideia. O novo modo vai juntar vários jogadores, e todos eles vão participar juntos. Todos vão jogar por uma grande causa, envolvidos. Não posso divulgar muitos detalhes, mas o fato de envolver vários jogadores ao mesmo tempo é bem interessante.

Até agora, metade dos personagens revelados é inédita. Você pode nos dizer um pouco mais sobre eles?

Sim. Como dito, o último jogo foi um retorno às origens e o elenco foi composto de lutadores de MK1, MK2 e MK3. Achamos que agora era a hora de introduzir novos modos, personagens, cenários, histórias, tudo para manter o jogo novo. Mas alguns dos personagens são relacionados com nomes conhecidos da série, como a Cassie Cage, filha de Johnny Cage e Sonya Blade. Há mais lutadores com essas ligações. Vai ser divertido vê-los interagir com os veteranos.

Todos os personagens novos terão ligação com os antigos?

Talvez metade deles. O resto é novo. Ferra/Torr, Kotal Kahn e D'vorah não tem nenhuma ligação com os lutadores antigos.

Qual é seu personagem novo favorito?

Ferra/Torr. Eles são tão diferentes, tão únicos. Nunca tivemos algo do gênero antes. A dinâmica entre os dois, o fato de ele arremessá-la para lutar... todo o time adora os dois.

Os cenários são bem interativos: já vimos os lutadores usarem galhos de árvores para bater no oponente, por exemplo. Isso vai se restringir a golpes comuns ou teremos fatalities que usam o cenário também?

Na verdade, a interação com o cenário serve mais para que os lutadores montem suas estratégias: contra-atacar, afastar o inimigo, escapar de um golpes. Não vai ter ninguém jogando carros uns nos outros - aí seria Injustice, e não MK (risos). A interação tem mais a ver com posicionamento do que com ataque.

Há mais de 20 anos, quando vocês desenvolveram o primeiro Mortal Kombat, algum dia pensavam que poderiam criar uma franquia desse nível?

Jamais. Quando fizemos o primeiro jogo, éramos apenas quatro pessoas, todas com 20 e poucos anos. Perguntávamos a nós mesmos o que queriamos ver em um jogo, o que seria legal de ver na tela. Isso influenciou todas as nossas decisões. Éramos muito influenciados pelos filmes que assistimos: Exterminador do Futuro, Predador, O Grande Dragão Branco, Operação Dragão...

Se o primeiro MK fosse desenvolvido hoje, o que você acha que o inspiraria?

O mesmo tipo de obra. Filmes com torneios sempre tem um enredo que combina com jogos de luta. Faz parte da natureza desse estilo. Talvez O Senhor dos Anéis e O Hobbit fossem grandes influências também, mas os livros já existiam naquela época.

Você espera ver Mortal Kombat no cinema novamente? Ou talvez na televisão?

Sim, se o filme for bom. O segundo filme do Mortal Kombat... Poderia passar sem essa. Mas gostei muito de Mortal Kombat Legacy (a websérie diriga por Kevin Tancharoen). Ou seja, se o filme foi legal, sim.

Mortal Kombat X será lançado para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox One, Xbox 360 e PC.

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