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O beisebol já perdeu o posto de esporte número um dos Estados Unidos e está longe de atrair multidões no Brasil. Mesmo assim, o fiel público do esporte tem uma das melhores experiências esportivas nos videogames. MLB 15: The Show faz jus ao subtítulo e promove o espetáculo da modalidade que sempre chega com a primavera no hemisfério norte.

Exceto o fanático que não tem um console da Sony, não dá para reclamar do jogo. Desenvolvida pelo SCE Studios San Diego, a franquia chega a sua segunda edição para PlayStation 4 e muda pouco com relação ao jogo de 2014, mas mexe na medida.

O clima do jogo é construído desde que a partida começa, quando já se ouve uma narração de rádio de algum momento histórico do beisebol. E lá estão os pequenos estádios para os jogos da pré-temporada, as instalações mais modestas das equipes das ligas menores e, é claro, cada detalhe dos 30 estádios da Major League, com o velho Fenway Park e seu “Green Monster”, até às tradicionais cercas do Yankee Stadium.

O capricho com o visual é a característica mais notável nesta edição. Durante uma partida, o jogador vai perceber facilmente a mudança das sombras no campo, respeitando até mesmo o posicionamento geográfico do estádio. Durante a temporada, aqueles mais atentos vão reparar ainda que a sombra da tarde de abril se comporta bem diferente da sombra de outubro.

As arquibancadas também merecem destaque, com muito mais variedade de torcedores do que nas outras franquias esportivas. Dentro de campo as reações também são bem diferentes a cada jogada, com a frustração de um swing na hora errada, a raiva ao perder uma boa oportunidade por causa de um taco que quebra na hora da rebatida e a euforia de rebater um home run.

Os jogadores estão ainda mais semelhantes, sendo possível até reconhecer de longe aqueles mais famosos. E as características físicas influenciam muito na hora do jogo. Uma rebatida pode render três bases para jogadores mais velozes, enquanto os mais gordinhos, como o “Big Papi”, David Ortiz, vai é comemorar ter alcançado a primeira base com o mesmo tipo de rebatida.

A disputa entre o pitcher e o rebatedor também está mais interessante. Na hora de lançar, as mecânicas são as mesmas disponíveis anteriormente, com as opções mais fáceis, baseadas apenas em mirar com o direcional e apertar o botão referente ao tipo de arremesso, ou nos modo mais complexo, em que além de fazer a mira você escolhe o arremesso e usa uma barra para definir a força e a precisão do arremesso.

Vale lembrar que nem mesmo um arremesso que sai diferente do planejado será, necessariamente, errado. Basta que o rebatedor seja levado a crer que aquela bola possa ser boa e vá para o swing. Esta é a sua missão mais complicada quando está no comando do bastão.

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A decisão de tentar ou não a rebatida tem que ser tomada em milésimos de segundos e não é das mais fáceis. Nesta edição do jogo foi introduzida uma opção a mais na forma de rebater, em que o jogador pode tentar escolher a direção em que vai rebater a bola. Mas ninguém disse que isso é fácil de fazer e para o novato é recomendado gastar algum tempo na opção de treinamento.

A contagem rápida está de volta e quem não tiver paciência de viver um jogo completo com todas suas disputas, pode optar por uma simulação dos primeiros arremessos de cada duelo, o que muitas vezes te coloca em uma situação complicada, a uma bola de ser eliminado ou de permitir que o rebatedor ganhe uma base.

O sistema de defesa também recebeu alguns ajustes. Na parte gráfica, é mais fluido o movimento de pegar a bola e você consegue notar bem a ação de passa-la da luva para a mão, na hora de lançar para alguma base. Na hora de decidir para qual base passar, não há confusão também, com cada um dos botões do controle sendo correspondente a uma das pontas do diamante.

Com relação aos modos de jogo, estão de volta as opções de disputar uma temporada com seu time favorito e também a “Road to The Show”, na qual a missão é criar um jogador e levá-lo rumo ao estrelato, passando pelas ligas menores até alcançar habilidades suficientes para brilhar na World Series. A boa notícia para quem jogava esse modo em 2014 é que seu progresso pode ser transferido para este novo jogo.

Também existe a opção de ser um GM e tentar ser o homem que vai mudar o jogo, como Brad Pitt fez nos cinemas. Com o sucesso chegam as propostas para assumir novas franquias, mas escolhas erradas resultam em demissões.
Por fim, como já parece ser obrigatório em todas as franquias esportivas, o jogo ganhou um modo de card. No “Diamond Dinasty” você ganha pacotes com jogadores toda vez que ligar o jogo, além de poder comprar mais com pontos que ganhar durante as partidas e até, para aqueles que não querem esperar muito, colocando dinheiro.

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Os cuidados com os gráficos e as tantas opções de jogabilidade deixam MLB 15: The Show como um produto que consegue agradar os mais antigos fãs do beisebol e ainda servir de porta de entrada para aqueles que querem se aventurar no esporte.

MLB 15: The Show está disponível para PlayStation 3, PlayStation 4, PlayStation Vita.

Nota do crítico