Até pouco tempo atrás, poucos fãs de eSport sabiam ou se interessavam pelo Circuito Desafiante de League of Legends. E haviam vários motivos para isso, mas talvez o principal é que o torneio não é organizado pela Riot Games, a produtora e organizadora dos eventos do game aqui no Brasil.

Mas a situação mudou drasticamente em 2017. Para começar, três times do Circuito subiram para a “série A” do Campeonato Brasileiro de League of Legends. Algo assim nunca havia acontecido antes.

Mas a história estava apenas começando.

Um CBLoL de cabeça para baixo

A chegada de Team oNe, ProGaming e T Show foi só o início de uma temporada recheada de surpresas no final de 2017. O segundo split começou a sofrer um impacto grande a ponto de ninguém mais entender o que estava acontecendo.

Nas primeiras rodadas, trocas constantes na liderança. Na metade, a T Show e a CNB lutando pela sobrevivência contra o “afogamento” pelos pontos da tabela. No final, a Keyd Stars sendo forçada a travar os confrontos de Acesso por questão de minutos.

Os playoffs chegaram e a Team oNe seguiu firme, surpreendendo equipes e mais equipes. Pouco tempo depois, eles levantaram o troféu do CBLoL e se garantiram no Mundial. De lá, chegaram pertinho da etapa principal e acabaram perdendo mais uma vez contra a Turquia por três jogos a um.

Apesar de todos os problemas, a Team oNe — e a própria ProGaming, que também chegou nas finais da Superliga no final de 2017 — mostraram que o Circuito Desafiante é capaz de remexer com a “elite” do League of Legends. A competição provou que não é mais uma “série de acesso” para se tornar a fábrica de novas potências e talentos. E isso continua valendo para 2018, pois há outro fator importante chegando nesse território...

A chegada do Flamengo

O Flamengo anunciou a entrada nos eSports ainda em 2017, mas a sua chegada no League of Legends será feita através do Circuito Desafiante por meio de uma das vagas compradas na competição.

A equipe, composta por grandes nomes nacionais e internacionais, fará a estreia de um dos maiores clubes esportivos do Brasil ali, no próprio “Circuitão”. Não é difícil de imaginar que o torneio pode ter o mesmo nível de destaque que o próprio CBLoL — mesmo com a parceria entre a Red Canids e o Corinthians, fechada também no final de 2017.

Claro que uma equipe tão grande e com tanta estrutura dificilmente ficará no Circuito Desafiante por mais de uma temporada, mas o desempenho da Team oNe e da ProGaming mostram que há potências escondidas nesse território pré-CBLoL. Não é impossível que o Flamengo tenha problemas em passar, principalmente em uma fase tão inicial entre seus membros.

E lembrando que, com a mudança das regras de 2017 para 2018, serão disponíveis apenas duas vagas de entrada para o CBLoL — uma para o primeiro colocado do Desafiante e outra para o segundo, este que disputa contra o infeliz perdedor da Série de Promoção.

Assim sendo, o League of Legends brasileiro continuará sentindo o impacto de equipes do Circuito Desafiante. 2017 foi um bom exemplo disso, e 2018 já está batendo na porta com grandes promessas para o cenário brasileiro. A gente mal perde por esperar!

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