O nome da desenvolvedora Playground Games não poderia ter sido melhor escolhido. Forza Horizon já trazia um parquinho para os amantes de jogos de corrida e era suficientemente inclusivo para os novatos. Agora, Forza Horizon 2 leva essa ideia ao nível de um parque de diversões.

O game celebra a cultura de carros de maneira diferente do habitual. Jogos do gênero costumam optar pelo fetiche cromado do "car porn" (a apreciação e simulação) ou proporcionar algo que lembra um filme de ação, com perseguições, batidas e destruição. Forza Horizon 2 traz equilíbrio brilhante ao Xbox One.

O título possui níveis de customização que vão do mais automático ao extremamente técnico. Até aí, muitos games também o fazem. A diferença é que as atividades são igualmente balanceadas. É possível correr campeonatos seguindo uma lógica de progressão, acompanhando a história ambientada em uma rave automobilística, ou simplesmente pirar pelas estradas da região europeia na qual o jogo se passa - com trechos da França e Itália. Tudo ao som de algumas rádios inspiradas, mas repetitivas.

Assim, entre campeonatos divididos não por nivel de habilidade, mas por tipo de veículo, encontram-se desafios de "experiências", que dão a chance até ao mais medíocre dos jogadores de correr com aquela Masseratti de um milhão de dólares que você teria de disputar muito pra ganhar. E cada carro tem jogabilidade completamente distinta, tornando as corridas (ou passeios e rachas) únicos, turbinados por variações atmosféricas (outra novidade para a franquia).

O estilo de jogo de cada um também nunca foi tão bem premiado. Os pontos vêm tanto pela condução destrutiva e insana como pela corrida limpa e bonita. Bônus de experiência também são atribuídos em um sistema de árvore de habilidades que pode aumentar ainda mais os ganhos.

Os modos online e de rivais são igualmente estimulantes da competição. Disputas entre pilotos (sejam elas os "drivatars", inteligências artificiais baseadas em jogadores reais ou pessoas do outro lado da conexão) são o coração de todos os games de corrida e aqui não é difícil obcecar com um rival, mesmo os fantasmas. Fica a vontade, porém, de que o jogo forçasse ainda mais essas rivalidades. Que histórico de embates voltasse para assombrar você, sugerindo novos encontros com oponentes enfrentados no passado.

Completa o pacote um dos cenários mais bonitos já criados para um jogo de corrida, todo em mundo aberto e frequentemente liberado para a corrida pelos campos, colinas e estradinhas de terra ou vicinais. O esmero visual, as cerca de 700 competições oficiais e as ótimas atividades (correr contra o por-do-sol, gênio) garantem diversão para amantes de games de corrida e neófitos convertidos, categoria na qual nunca imaginei em dizer que agora me encaixo.

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Nota do crítico