A localização da Activision na Brasil Game Show 2014 deixa bem clara qual a intenção da empresa: não deixar ninguém passar sem pelo menos ver Call of Duty: Advanced Warfare. Logo na entrada do pavilhão do evento, quem chega é recepcionado por um estande com uma gigantesca marca do game de tiro - e uma fila maior ainda para jogá-lo.

A curiosidade se atiça ainda mais este ano pela mudança de ambientação que a Sledgehammer promoveu: um cenário situado 40 anos no futuro, no qual o campo de batalha é permeado por tecnologias futuristas. "A experiência é nova, mas ao mesmo tempo é familiar. Quando você começar a jogar, vai saber que é Call of Duty", descreve o produtor Mike Mejia.

O rápido teste que fizemos com o game, em uma sessão multiplayer no modo Capture the Flag, comprova as palavras do desenvolvedor: deixando de lado as capacidades do exoesqueleto (no qual se concentram quase todas as novidades do game), a movimentação continua com uma cadência similar a dos jogos da série, em especial a de Modern Warfare 3, que também teve o dedo da Sledgehammer.

Só não estranhe se, de repente, você vir alguém do seu lado pulando três ou quatro metros de altura - esta é uma das novidades promovidas pelo exoesqueleto, que está no centro de todos os equipamentos de ponta dos soldados. Com a novidade, abrem-se possibilidades em diversas frentes. Uma delas é o cenário: o mapa usando na sessão tinha diversos pontos que pediam o salto aumentado pelo esqueleto biônico. Mejia explica que alguns modos de jogo farão uso específico dessa mecânica.

As novas tecnologias alardeadas pela Sledgehammer se encaixam perfeitamente no já conhecido sistema de customização do seu personagem. As armas ganharam uma série de acessórios interessantes, como tipos diferentes de mira e marcadores de posição - se o inimigo tomar um tiro seu, você poderá vê-lo no radar de qualquer posição do mapa.

Apesar dos equipamentos de ponta e as inúmeras referências a série, filmes e games, Advanced Warfare mostra sua essência de Call of Duty na jogabilidade - o que é um sinal ótimo para quem achou que o título estaria influenciado demais pela concorrência (Sim, Titanfall, estamos falando de você).

Perguntado sobre como o título se sairia diante da concorrência futurista do shooter da Respawn, Mejia se esquivou. "Só queremos agradar os fãs, e trazer novas experiências. Temos orgulho do que fizemos. Ouvimos muitas pessoas e criamos muita coisa nova", diz.

Mejia também explica que a ambientação do jogo foi decidida logo no início do desenvolvimento do game. "Nossa equipe pesquisou várias tecnologias de guerra que estão em fase de projeto. Vimos coisas incríveis. Queriamos um jogo futurista, mas também queriamos que as pessoas pudessem achar que aquilo poderia acontecer de verdade", recorda.

Call of Duty: Advanced Warfare chega às lojas em 4 de novembro para Xbox One, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e PC.

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