The Order: 1886 é uma das principais apostas da Sony para o PlayStation 4 em 2015, mas até agora não se provou com a única demo jogável em eventos. Na PlayStation Experience, a desenvolvedora Ready at Dawn finalmente disponibilizou uma nova parte do jogo para testes: o quinto capítulo da história, no qual o grupo de personagens principais da ordem invade um zeppelin e tem como objetivo eliminar rebeldes infiltrados na aeronave.

Mais uma vez jogando como Sir Galahad, o jogador começa em um ambiente de stealth, desce pela lateral do zeppelin e depois se infiltra furtivamente para eliminar guardas inimigos. O gameplay furtivo se apresenta defeituoso, já que não há representação visual indicando se o guarda te viu ou não, e em The Order, a quebra do stealth resulta em morte instantânea. Ou seja, é normal morrer algumas vezes até entender a rota dos inimigos. É um pouco frustrante, mas nada que não seja resolvido com um pouco de paciência por parte do jogador.

Em seguida, vem a mecânica para eliminar os inimigos furtivamente, cuja base é um timer para apertar o botão indicado - neste caso, o triângulo. Aperte-o dentro do tempo certo e você obterá sucesso, aperte-o na hora errada e o resultado, mais uma vez, é morte instantânea. Esta é uma escolha de design questionável por parte da Ready at Dawn, já que não há razão óbvia para incluir o timer no que devia ser uma atividade rápida e limpa. Pior ainda é a multa por errar o tempo. Em vez de quebrar o stealth e forçar o jogador a adaptar ao novo ambiente, The Order simplesmente aperta reset, matando o personagem.

As coisas melhoram quando o assunto é o tiroteio. The Order tem controles precisos e é possível ver como as armas se diferenciam uma das outras. Algumas são devastadoras de perto, mas tem um recuo gigantesco, outras são mais precisas, porém não tem um dano alto. O sistema de cover deixa a desejar por não passar o mesmo sentimento de precisão, mas a ação de atirar nos inimigos se mostrou satisfatória e divertida.

O principal problema de The Order é que a história interrompe a jogabilidade várias vezes. Sim, a transição direta de gameplay para cutscene é praticamente imperceptível, mas elas são constantes e sempre tiram o controle da sua mão. Logo após um grande momento de tiroteio, o jogo quebra completamente o ritmo com uma cena que pouco adiciona ao que está acontecendo e que poderia simplesmente ser feita como diálogo entre os personagens enquanto o jogador está avançando de um ponto a outro.

A Ready at Dawn continua prometendo um jogo cuja maior qualidade é a narrativa, e os diálogos e atuação certamente estão num nível alto, mas é impossível julgar a competência do enredo com pedaços perdidos do jogo. Há potencial, mas por hora, The Order: 1886 continua uma interrogação.

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